16/02/2009
SEGURO ENCHENTE
A cobertura contra enchentes faz parte do seguro compreensivo básico de automóvel - aquele que inclui também colisão, incêndio e roubo ou furto - em grande parte das seguradoras, segundo a Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Já a cobertura específica para incêndio e furto ou roubo, que não inclui colisão, costuma excluir também alagamentos.
No período das chuvas, entre dezembro e fevereiro, as seguradoras chegam a registrar um aumento de 25% nos sinistros. Neste ano, a Porto Seguro, uma das maiores do setor, registrou crescimento de 30% em dezembro e janeiro nos pedidos de indenização por alagamento, com perda parcial ou completa do automóvel. O valor só é pago, no entanto, após avaliação da seguradora e se ficar comprovado que o motorista não agravou o risco. O que não pode acontecer é o motorista tentar atravessar uma rua alagada onde ele vê que outros carros falharam, diz o diretor de Automóvel da Porto Seguro, Marcelo Sebastião. Esse tipo de responsabilização, no entanto, é muito difícil de comprovar.
Mas, o valor da franquia muitas vezes impede o cliente de acionar o seguro: entre R$ 1.400 e R$ 3 mil. Compensa apenas quando o segurado tem perda total, o que só ocorre em 1% dos casos de enchente.
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